terça-feira, 10 de maio de 2011




Recebi este texto, por e-mail, há alguns anos. Hoje, na tentativa ingrata de deletar mensagens para não ferrar com a minha caixa de entrada, encontrei o texto por acaso. Fiquei muito feliz em reencontrá-lo. Ele continua sendo muito significativo para mim. Talvez até mais hoje em dia. Como disse na época, ele foi enviado como sendo de autoria do Jabor, mas essas fontes "internéticas" não são nada confiáveis na minha opinião.


De qualquer forma, vale a leitura!



Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:- 'Ah, terminei o namoro... '- 'Nossa, quanto tempo?'- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'- É, não deu...?Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro.E não temos esta coisa completa.Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.Tudo nós não temos.Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.Pele é um bicho traiçoeiro.Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.O outro tem o direito de não te querer.Não lute, não ligue, não dê pití.Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.Nada de drama.Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?O legal é alguém que está com você por você.E vice versa.Não fique com alguém por dó também.Ou por medo da solidão.Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.Tem gente que pula de um romance para o outro.Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?Gostar dói.Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.E nem sempre as coisas saem como você quer...A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.Na vida e no amor, não temos garantias.E nem todo sexo bom é para namorar.Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.Nem todo beijo é para romancear.Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

terça-feira, 12 de abril de 2011

As ideias me escapam...


Pensei em te escrever

Dizer algo sobre o gosto

Do doce de leite

Que ficou na minha boca

Me lembrando, docemente, de você

Meu paladar

Seu tato

Sentidos deliciosamente confusos

Turvos

Embaçados pela vontade

De te ter mais perto

Pela impossibilidade que agride


Calma! Calma! Calma!


Aquieta, coração confuso

Pára minha cabeça

Impeça-a de girar

Voar em torno de tantas rotas

De criar tantos obstáculos

De procurar uma fuga

Quase nunca honrosa

Quase sempre segura

Retorno à bolha

Em que sentir se condensa

E se dilui

Mas não machuca


Machuca a lágrima

Que escorre sem permissão

Sem ser autorizada

Nasce gorda

Pura e doída

De possibilidades

De impossibilidades

Do que pode

Ou do que nunca vai ser


Mas que já é

Sem querer

Sem saber

Aqui dentro

Escondido

Prestes a estourar

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

humpf...

e se eu disser que cansei de ser ignorada,
será que alguém vai responder?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Seis graus de separação


“Sentir tudo de todas as maneiras,

Viver tudo de todos os lados,

Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,

Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos

Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.”

Álvaro de Campos, Passagem das Horas


[uma coisa conversa com outra coisa]


"Por isso, não me venha com estatísticas. Não me traga dados.
Não encomende pesquisas!

Cada fato gera outros fatos, que, multiplicados, desbocam por meios completamente imprevisíveis."

( )AP

( )Ap

( )ap

( ) a.

( )p.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Incerteza


Queria tanto te dizer o que senti
De que maneira cada coisa passou pela minha cabeça
Contar quando e como tudo fez sentido

Confesso que minha vontade de reconhecer-te
Pode me botar confusa
E que, talvez, interprete mal seus gestos

Como também poderia confirmar
que tendo sempre ao boicote
Desacreditando, por vezes,
as coisas mais óbvias

Mas não pude identificar meus sentimentos
Não fui capaz de crer plenamente no que gostaria
Ou de ignorar por completo minhas esperanças

Por medo
e por uma dificuldade contínua
de mim comigo mesma
não soube querer para sempre
nem dizer adeus

Aguardo que, mansamente,
O turbilhão sossegue
E que os bons ventos tragam idéias mais claras

No fundo buscamos sempre a certeza
Será que somos capazes de realmente identificá-la?
Ou a camuflamos, quando necessário
E a deixamos passar, quando desatentos

Espero poder um dia
Contar o que passou na minha cabeça
Dizer que meu coração segue com ela
Guiado com a garantia da minha vontade
E do meu desejo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quando 2005 parece ontem!


Achei, por acaso, este texto do Reveillon de 2005, quando eu fazia textos anuais para acompanhar a passagem de um ano para outro!

Não sei por que parei!


Incrível ver um texto seu antigo, como as impressões são curiosas.

Gostei do texto... eu realmente devia escrever mais!


Não mudei nada, nem o que não faz mais sentido ou está errado.


Texto finalizado, texto completo (acho que era isso que eu não sabia na época!).

De volta ao blog.

Beijos, ap



A letra perfeita, a cor perfeita, a frase perfeita, a hora perfeita... às vezes ficamos arranjando desculpas para tornar coisas simples em casos complicadíssimos. Queria escrever uma mensagem que fosse capaz de transmitir toda a felicidade que sinto sempre que um novo ano está por vir e fiquei enrolando uma semana inteira. Agora quase não dá mais tempo, estamos a dois dias de 2005 e ainda não sei como expressar tudo que acho que deveria para fazer um texto sincero e completo ( se é que existem textos completos...). Mas a verdade é que as últimas semanas foram de grandes emoções, dúvidas, certezas e esperança. Sempre passo o final de ano assim: metade saudade, metade alegria.
Passei o Natal em casa, na cidade onde nasci, com a minha família, que é abençoada, e com amigos que me conhecem desde que eu me entendo por gente. Pude ver primos que eram crianças até o outro dia e que, de repente, viram homens crescidos e mulheres lindas, vi os primeiros passos da nova geração, bebês cheios de vida e de curiosidade que têm um mundo inteiro para descobrir. Me aproximei de amigos que estavam sumidos e fiz novas amizades. Deixei de ver pessoas que me fazem falta, mas com quem não tenho mais tanto contato. Por outro lado tive que ficar longe de uma nova família que tenho em São Paulo e que amo tanto que gostaria de carregar comigo aonde quer que fosse.
No vôo de volta fiquei, como sempre, olhando o céu. Escolho, geralmente, os vôos de final de tarde para pegar o pôr do sol que lá de cima possui um tom rosado que me deixa hipnotizada. Não sei se foi o tom do céu, o período do ano ou a fase que estou vivendo, mas uma lista de promessas para o próximo ano nunca me deixou tão emocionada.
Não sabemos nem como será nosso próximo dia, quem dirá nosso próximo ano! Mas, no que depender de mim, espero não ficar tanto tempo sem ter notícias das pessoas de quem gosto, quero beijar mais meus pais, ficar mais amiga dos meus irmãos, acompanhar de perto o crescimento dos meus sobrinhos, aproveitar as minhas avós, ser menos egoísta, tentar me colocar no lugar dos outros, ter mais paciência, rir mais, olhar mais nos olhos, brigar menos com o meu amor, ser mais tolerante, arrumar um trabalho do qual eu goste, fazer ginástica, ler mais, dizer eu te amo mais vezes.
Acredito que todos nós temos uma lista que é só nossa e desejo que vocês conquistem as suas, que tenham tempo e sabedoria para refletir, para sonhar, para voltar atrás sempre que for necessário, para brigar pelo que acreditam, que tenham coragem nas horas em que ela é necessária e tranqüilidade quando esta fizer falta.
Num tempo em que temos mais e-mails do que telefones, desejo muito amor e a certeza de que a distância é mais do que relativa quando falamos de sentimentos. Me sinto em casa em quase todos os lugares do mundo porque carrego sempre os que amam dentro de mim.
Um 2005 esplendoroso, dourado, iluminado e fascinante para todos.
Beijos, Paulinha (ou Pi, ou Aninha, ou Pretinha, ou Paulie, ou Little Paulie, ou Pôlinha, ou Ana Paula, ou Prima, ou Afilhadinha, ou ...)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mães e filhos, e filhos, e filhos


No dia do acidente, ou melhor, no dia em que minha avó soube do acidente, ela disse que vinha sonhando com acidentes há cinco dias. E que vinha rezando. Há cinco dias também. Mas - mero engano - que ela achava que a reza era para ela.


Achamos, todos, que a reza dela funcionou! Graças a Deus.