sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mães e filhos, e filhos, e filhos


No dia do acidente, ou melhor, no dia em que minha avó soube do acidente, ela disse que vinha sonhando com acidentes há cinco dias. E que vinha rezando. Há cinco dias também. Mas - mero engano - que ela achava que a reza era para ela.


Achamos, todos, que a reza dela funcionou! Graças a Deus.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Noite escura


Quem foi que se disse profundo
Quem foi que se disse completo
Que se perdeu
Ou se sentiu ausente

No fluxo continuo
Do sentido se pensando
Buscando a explicação
Para se sentir desperto

Que não tivesse dito
Que não tivesse esperado
Que não tivesse partido

E, assim, sem ter vivido
Se mantivesse longe
Por fora da casca
Sem ver estrelas





.................Mudando de assunto...................


A Madonna hoje me tirou do sério!
foto: moi, num dia qualquer do ano passado.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

aummmmm.....


Escreve pra você! Conta o que você quer contar.

MAS PENSA NUMA HISTÓRIA!

Começa assim: começo, meio, fim.
foto: Chapada dos Veadeiros, Goiás

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Dona do cão


Trecho tirado do filme Cão sem dono, de Beto Brant e Renato Ciasca. O filme é baseado no livro Até o dia em que o cão morreu, de Daniel Galera. Li o livro logo depois de ver o filme pra ver se este poema tinha sido retirado do original literário, mas não foi.
Não sei quem escreveu, mas foi muito bem sucedido ao fazê-lo.
Ele foi reproduzido aqui como que lido - sentido - num fôlego só.

“Um embrião cansado
invade a escuridão da caverna
procurando uma saída.
Escuto o eco rebatido nas paredes da carne
refletindo no olho
o desespero da solidão.
A preguiça é o sono dos mortos.
Minha euforia necessita de calma,
e minha calma, de euforia.
Que se foda o resto do resto
Da sobra do que resta.
O restante é o que eu quero.
O amor do instante
é o instante em que estamos perto
da batida perfeita.
Os olhos são o início do real.
Meu cigarro tem um tempo de vida.
Minha vida necessita de um cigarro.
O que fazer?
O que comer?
Será que minha mãe estava certa?
Definitivamente, não.
Preciso de um coração
que bata descompassado
sem ritmo e sem melodia.
não quero a batida perfeita.
Quero o descompasso.
Me dê uma pista, uma lágrima
mas me dê algo”


De volta ao blog! Espero que, logo, com sentimentos escritos por mim.
Foto: apt/ Chapada Diamantina

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Sei lá...


Primeiro post do ano: já passou Carnaval, Salvador, meu aniversário e continuo com a sensação de que não tenho muito o que dizer.
Mas hoje, mesmo sem palavras minhas, quis postar palavras dos outros. Uma forma de reverenciar a vida, que não pára. Nunca!

Sei lá a Vida Tem Sempre Razão
Vinicius de Moraes


Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão



Alcóolicamente interpretada pelos mestres:
http://www.youtube.com/watch?v=U2xOwsPm3WI&feature=related

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

200 888


Vim neste mundo
Pra me desorientar
Pra confundir
Misturar o quente
E o frio
O escuro
E o claro
O certo
E o errado

Vim neste mundo
Para me equilibrar
em meu descompasso
E me encontrar
em meus esconderijos
Não me achar
em minhas lembranças
E me perder
Em minha imaginação

Vim neste mundo
E fui marcada
Por borrões
E traços incompletos
Sonhos que não se reconhecem
sonhos
Amores que se machucam
e que se perdem
Pensamentos
que não se completam

Não sei porquê
vim neste mundo
Às vezes
nem sei se gosto dele
Mas é neste mundo
em que piso e vôo
Bebo e como
Me alegro e
me machuco

É nele que estão
meus amores
meus prazeres
meus suplícios
E para eles
vim neste mundo

Nos outros mundos
para os quais fui
Sozinha ou acompanhada
Também vivo e morro
Mas é só neste
em que me transformo



PARA OS QUE EU AMO MUITO
E PARA OS QUE EU AMO AINDA MAIS
...
INFINITOS 2008s.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sobre pontes e noites


Essa vida
Que é ponte
E escudo
É também palco
Da maior hesitação

E das dúvidas
Que se apresentam
E das chances
Que se entrelaçam
Surgem reflexos
E surgimos nós

Pensei em tanta coisa
agora
Que minha cabeça
Se turvou
E se fez branca
Pálida e fria

E em seu torpor
De não se lembrar
Esqueceu-se de
esquecer
Para rever a vida
Suas certezas
E os tons do entardecer