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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Dona do cão


Trecho tirado do filme Cão sem dono, de Beto Brant e Renato Ciasca. O filme é baseado no livro Até o dia em que o cão morreu, de Daniel Galera. Li o livro logo depois de ver o filme pra ver se este poema tinha sido retirado do original literário, mas não foi.
Não sei quem escreveu, mas foi muito bem sucedido ao fazê-lo.
Ele foi reproduzido aqui como que lido - sentido - num fôlego só.

“Um embrião cansado
invade a escuridão da caverna
procurando uma saída.
Escuto o eco rebatido nas paredes da carne
refletindo no olho
o desespero da solidão.
A preguiça é o sono dos mortos.
Minha euforia necessita de calma,
e minha calma, de euforia.
Que se foda o resto do resto
Da sobra do que resta.
O restante é o que eu quero.
O amor do instante
é o instante em que estamos perto
da batida perfeita.
Os olhos são o início do real.
Meu cigarro tem um tempo de vida.
Minha vida necessita de um cigarro.
O que fazer?
O que comer?
Será que minha mãe estava certa?
Definitivamente, não.
Preciso de um coração
que bata descompassado
sem ritmo e sem melodia.
não quero a batida perfeita.
Quero o descompasso.
Me dê uma pista, uma lágrima
mas me dê algo”


De volta ao blog! Espero que, logo, com sentimentos escritos por mim.
Foto: apt/ Chapada Diamantina

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Ah, a inspiração...




Nada mais temperamental do que a inspiração. Vem e vai quando quer, sem hora marcada, sem desculpas ou paliativos. Dona da própria vontade e senhora de si, não se sujeita a vontades alheias.

Antipática essa tal de inspiração, não?
Na verdade, não!

Pode até parecer um pouco pomposa, não nego. Quase esnobe, a intuição. Mas por ter como premissa básica a falta do uso do raciocínio discursivo e por buscar captar a realidade ideal de algo, imagino que ela possa se dar o direito da escolha.
Aliás, com inspiração é preciso estimular, mas nunca forçar.

Criar um ambiente favorável e torcer para que ela venha!

Nessa semana precisamos de inspiração. Essa coisa de brincar de Cinema é fogo, dá um trabalho danado e o mais simples pode ficar complicadíssimo e vice-versa.

O trabalho das Górgonas foi meio crazy. Foi interessante, mas trabalhoso. Agora vamos ver o que vai virar. Desafios são sempre bem vindos e a hora agora é de aprendizado. Mas juro que vou tentar ficar amiga dessa dona ai, a Inspiração!


Fotos do processo criativo. Eu, Paulo e Danilo com nosso super ator, Thithola!