sábado, 16 de maio de 2015

A.b.s.o.l.u.t.o


Me lembro perfeitamente de como você me olhava. Um olhar doce, admirado, que mal cabe em si. Não acredito que tenha sido olhada com tamanha intensidade por mais ninguém, nem mesmo por você. O amor beirava o palpável, com se entre o seu olhar e o meu houvesse uma corrente mágica do mais puro encantamento. Você me olhava quieto, em silêncio, com a respiração baixa e cadente. O tempo parecia em suspensão. O ar, parado, como que para não atrapalhar. Aquilo era magia. Única. Ímpar. Plena. Não sei por quanto tempo você me olhou, mas quando me dei conta, ele pareceu infinito. Não mais pertencíamos a este mundo, porque não havia mundo além de nós. Nada mais fazia sentido ou tinha importância. Ali tínhamos tudo. E aquilo foi o absoluto.

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