Me
lembro perfeitamente de como você me olhava. Um olhar doce, admirado, que mal
cabe em si. Não acredito que tenha sido olhada com tamanha intensidade por mais
ninguém, nem mesmo por você. O amor beirava o palpável, com se entre o seu
olhar e o meu houvesse uma corrente mágica do mais puro encantamento. Você me
olhava quieto, em silêncio, com a respiração baixa e cadente. O tempo parecia
em suspensão. O ar, parado, como que para não atrapalhar. Aquilo era magia. Única.
Ímpar. Plena. Não sei por quanto tempo você me olhou, mas quando me dei
conta, ele pareceu infinito. Não mais pertencíamos a este mundo, porque não
havia mundo além de nós. Nada mais fazia sentido ou tinha importância. Ali tínhamos
tudo. E aquilo foi o absoluto.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário