quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Incerteza


Queria tanto te dizer o que senti
De que maneira cada coisa passou pela minha cabeça
Contar quando e como tudo fez sentido

Confesso que minha vontade de reconhecer-te
Pode me botar confusa
E que, talvez, interprete mal seus gestos

Como também poderia confirmar
que tendo sempre ao boicote
Desacreditando, por vezes,
as coisas mais óbvias

Mas não pude identificar meus sentimentos
Não fui capaz de crer plenamente no que gostaria
Ou de ignorar por completo minhas esperanças

Por medo
e por uma dificuldade contínua
de mim comigo mesma
não soube querer para sempre
nem dizer adeus

Aguardo que, mansamente,
O turbilhão sossegue
E que os bons ventos tragam idéias mais claras

No fundo buscamos sempre a certeza
Será que somos capazes de realmente identificá-la?
Ou a camuflamos, quando necessário
E a deixamos passar, quando desatentos

Espero poder um dia
Contar o que passou na minha cabeça
Dizer que meu coração segue com ela
Guiado com a garantia da minha vontade
E do meu desejo

Um comentário:

Unknown disse...

Veia que maravilha saber que voltarei a me deliciar com os seus textos, pensamentos e refelxões.

Te amo! hermana!