Trecho tirado do filme Cão sem dono, de Beto Brant e Renato Ciasca. O filme é baseado no livro Até o dia em que o cão morreu, de Daniel Galera. Li o livro logo depois de ver o filme pra ver se este poema tinha sido retirado do original literário, mas não foi.
Não sei quem escreveu, mas foi muito bem sucedido ao fazê-lo.
Ele foi reproduzido aqui como que lido - sentido - num fôlego só.
“Um embrião cansado
invade a escuridão da caverna
procurando uma saída.
Escuto o eco rebatido nas paredes da carne
refletindo no olho
o desespero da solidão.
A preguiça é o sono dos mortos.
Minha euforia necessita de calma,
e minha calma, de euforia.
Que se foda o resto do resto
Da sobra do que resta.
O restante é o que eu quero.
O amor do instante
é o instante em que estamos perto
da batida perfeita.
Os olhos são o início do real.
Meu cigarro tem um tempo de vida.
Minha vida necessita de um cigarro.
O que fazer?
O que comer?
Será que minha mãe estava certa?
Definitivamente, não.
Preciso de um coração
que bata descompassado
sem ritmo e sem melodia.
não quero a batida perfeita.
Quero o descompasso.
Me dê uma pista, uma lágrima
mas me dê algo”
De volta ao blog! Espero que, logo, com sentimentos escritos por mim.
Não sei quem escreveu, mas foi muito bem sucedido ao fazê-lo.
Ele foi reproduzido aqui como que lido - sentido - num fôlego só.
“Um embrião cansado
invade a escuridão da caverna
procurando uma saída.
Escuto o eco rebatido nas paredes da carne
refletindo no olho
o desespero da solidão.
A preguiça é o sono dos mortos.
Minha euforia necessita de calma,
e minha calma, de euforia.
Que se foda o resto do resto
Da sobra do que resta.
O restante é o que eu quero.
O amor do instante
é o instante em que estamos perto
da batida perfeita.
Os olhos são o início do real.
Meu cigarro tem um tempo de vida.
Minha vida necessita de um cigarro.
O que fazer?
O que comer?
Será que minha mãe estava certa?
Definitivamente, não.
Preciso de um coração
que bata descompassado
sem ritmo e sem melodia.
não quero a batida perfeita.
Quero o descompasso.
Me dê uma pista, uma lágrima
mas me dê algo”
De volta ao blog! Espero que, logo, com sentimentos escritos por mim.
Foto: apt/ Chapada Diamantina