sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Uma sexta qualquer...


Tão bom quando dá vontade de escrever.
Tão bom quando a vontade de escrever não vem da dor. Porque, sim, escrever alivia. Então que alegria reconhecer quando a sensação interna é tão boa que a vontade de “alívio” é uma forma de expansão.
Colocar para fora é se expor. E por muitas vezes é sentir um pouco outra vez, é recordar, é deixar partir. E da tristeza pode se fazer o belo.
Mas escrever é também transformar em palavras a sensação da alma. O contentamento do estar.
A vida é repleta de momentos perfeitos. E não é, necessariamente, a perfeição o que determina o sublime. É a pertencimento que o acompanha. A realização plena do instante.
Entendo agora o “estar presente”. Se o vivi várias vezes, talvez só hoje o tenha identificado assim. Como quando conhecemos um lugar aos poucos e, de repente, juntamos pedaços, espaços que já eram conhecidos, mas que não formavam um todo.
Essa constatação é hoje presença. Não esperança, desejo, expectativa.
Mas existência.