será que alguém vai responder?
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Seis graus de separação
“Sentir tudo de todas as maneiras,
Viver tudo de todos os lados,
Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,
Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos
Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo.”
Álvaro de Campos, Passagem das Horas
[uma coisa conversa com outra coisa]
"Por isso, não me venha com estatísticas. Não me traga dados.
Não encomende pesquisas!
Cada fato gera outros fatos, que, multiplicados, desbocam por meios completamente imprevisíveis."
( )AP
( )Ap
( )ap
( ) a.
( )p.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Incerteza
Queria tanto te dizer o que senti
De que maneira cada coisa passou pela minha cabeça
Contar quando e como tudo fez sentido
Confesso que minha vontade de reconhecer-te
Pode me botar confusa
E que, talvez, interprete mal seus gestos
Como também poderia confirmar
que tendo sempre ao boicote
Desacreditando, por vezes,
as coisas mais óbvias
Mas não pude identificar meus sentimentos
Não fui capaz de crer plenamente no que gostaria
Ou de ignorar por completo minhas esperanças
Por medo
e por uma dificuldade contínua
de mim comigo mesma
não soube querer para sempre
nem dizer adeus
Aguardo que, mansamente,
O turbilhão sossegue
E que os bons ventos tragam idéias mais claras
No fundo buscamos sempre a certeza
Será que somos capazes de realmente identificá-la?
Ou a camuflamos, quando necessário
E a deixamos passar, quando desatentos
Espero poder um dia
Contar o que passou na minha cabeça
Dizer que meu coração segue com ela
Guiado com a garantia da minha vontade
E do meu desejo
De que maneira cada coisa passou pela minha cabeça
Contar quando e como tudo fez sentido
Confesso que minha vontade de reconhecer-te
Pode me botar confusa
E que, talvez, interprete mal seus gestos
Como também poderia confirmar
que tendo sempre ao boicote
Desacreditando, por vezes,
as coisas mais óbvias
Mas não pude identificar meus sentimentos
Não fui capaz de crer plenamente no que gostaria
Ou de ignorar por completo minhas esperanças
Por medo
e por uma dificuldade contínua
de mim comigo mesma
não soube querer para sempre
nem dizer adeus
Aguardo que, mansamente,
O turbilhão sossegue
E que os bons ventos tragam idéias mais claras
No fundo buscamos sempre a certeza
Será que somos capazes de realmente identificá-la?
Ou a camuflamos, quando necessário
E a deixamos passar, quando desatentos
Espero poder um dia
Contar o que passou na minha cabeça
Dizer que meu coração segue com ela
Guiado com a garantia da minha vontade
E do meu desejo
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Quando 2005 parece ontem!
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Achei, por acaso, este texto do Reveillon de 2005, quando eu fazia textos anuais para acompanhar a passagem de um ano para outro!
Não sei por que parei!
Incrível ver um texto seu antigo, como as impressões são curiosas.
Gostei do texto... eu realmente devia escrever mais!
Não mudei nada, nem o que não faz mais sentido ou está errado.
Texto finalizado, texto completo (acho que era isso que eu não sabia na época!).
De volta ao blog.
Beijos, ap
A letra perfeita, a cor perfeita, a frase perfeita, a hora perfeita... às vezes ficamos arranjando desculpas para tornar coisas simples em casos complicadíssimos. Queria escrever uma mensagem que fosse capaz de transmitir toda a felicidade que sinto sempre que um novo ano está por vir e fiquei enrolando uma semana inteira. Agora quase não dá mais tempo, estamos a dois dias de 2005 e ainda não sei como expressar tudo que acho que deveria para fazer um texto sincero e completo ( se é que existem textos completos...). Mas a verdade é que as últimas semanas foram de grandes emoções, dúvidas, certezas e esperança. Sempre passo o final de ano assim: metade saudade, metade alegria.
Passei o Natal em casa, na cidade onde nasci, com a minha família, que é abençoada, e com amigos que me conhecem desde que eu me entendo por gente. Pude ver primos que eram crianças até o outro dia e que, de repente, viram homens crescidos e mulheres lindas, vi os primeiros passos da nova geração, bebês cheios de vida e de curiosidade que têm um mundo inteiro para descobrir. Me aproximei de amigos que estavam sumidos e fiz novas amizades. Deixei de ver pessoas que me fazem falta, mas com quem não tenho mais tanto contato. Por outro lado tive que ficar longe de uma nova família que tenho em São Paulo e que amo tanto que gostaria de carregar comigo aonde quer que fosse.
No vôo de volta fiquei, como sempre, olhando o céu. Escolho, geralmente, os vôos de final de tarde para pegar o pôr do sol que lá de cima possui um tom rosado que me deixa hipnotizada. Não sei se foi o tom do céu, o período do ano ou a fase que estou vivendo, mas uma lista de promessas para o próximo ano nunca me deixou tão emocionada.
Não sabemos nem como será nosso próximo dia, quem dirá nosso próximo ano! Mas, no que depender de mim, espero não ficar tanto tempo sem ter notícias das pessoas de quem gosto, quero beijar mais meus pais, ficar mais amiga dos meus irmãos, acompanhar de perto o crescimento dos meus sobrinhos, aproveitar as minhas avós, ser menos egoísta, tentar me colocar no lugar dos outros, ter mais paciência, rir mais, olhar mais nos olhos, brigar menos com o meu amor, ser mais tolerante, arrumar um trabalho do qual eu goste, fazer ginástica, ler mais, dizer eu te amo mais vezes.
Acredito que todos nós temos uma lista que é só nossa e desejo que vocês conquistem as suas, que tenham tempo e sabedoria para refletir, para sonhar, para voltar atrás sempre que for necessário, para brigar pelo que acreditam, que tenham coragem nas horas em que ela é necessária e tranqüilidade quando esta fizer falta.
Num tempo em que temos mais e-mails do que telefones, desejo muito amor e a certeza de que a distância é mais do que relativa quando falamos de sentimentos. Me sinto em casa em quase todos os lugares do mundo porque carrego sempre os que amam dentro de mim.
Um 2005 esplendoroso, dourado, iluminado e fascinante para todos.
Beijos, Paulinha (ou Pi, ou Aninha, ou Pretinha, ou Paulie, ou Little Paulie, ou Pôlinha, ou Ana Paula, ou Prima, ou Afilhadinha, ou ...)
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