quinta-feira, 24 de abril de 2014
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Passos de borboleta
segunda-feira, 26 de março de 2012
metade esquecida
Respiro sua ausência
Sinto daqui a perda
A partida
Meu coração pressente
A queda
E o ar me falta
Devagar
Mereço a ida
Sua ida
Minha perda
Como quem a planeja
Quem a deseja
Mas como desejar
A dor
Sabendo que com você
Perco a melhor parte de mim
A parte que acredita
O lado que deseja
A metade que sonha
Desisto do sonho
Me canso do peso
Me entrego ao sono
À morte
Interrompo a própria corrente
Minha porção inteira
Meu coração esquecido
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Duplas solta

Queria que esta fosse uma observação sua: as minhas pintas duplas. Uma sempre ligada à outra por uma linha, imaginária. Retas entre dois pontos. Meus pontos. Vários pontos. Minhas pintas que, se bem observadas, demonstram esse padrão. Característica peculiar, sutil, besta até, se eu não tivesse me atentado para ela. E dai, ela passa a ser uma não percepção sua. Mania de implicar? Talvez. Talvez seja apenas minha vontade de que você, logo você, seja capaz de perceber a parte menos óbvia de mim.
Voltando aos pontos, ou melhor, às pintas, gosto desse jogo que elas fazem pelo meu corpo. Pequenas, e as vezes grandes, duplas espalhadas e ligadas entre si. Eu as enxergo assim - tão nítidas quanto as Três Marias, esse infinito cósmico - conectadas. Mesmo que ninguém mais veja. Mesmo que você nem ache graça. Um charme incompreendido. Abandonado injustamente.
Faço jogos para conectá-las. E sei que esse é um padrão que eu decifrei. Ainda que algumas apareçam soltas, tenho certeza que fui eu que ainda soube localizar seu par.
