quinta-feira, 24 de abril de 2014

The heart wants what the heart wants...

terça-feira, 22 de abril de 2014

A gente se amou. 
E isso foi tudo.


Por que tem dia que a saudade dói tanto?


domingo, 13 de abril de 2014

Em fevereiro você partiu.
Desde então não encontro os meus pedaços.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Passos de borboleta


 
A bailarina saltitou três vezes
Com o mundo rodando aos seus pés
Algumas piruetas
E o vôo se completou
Em reverência final
Sentiu um chamado do céu
Como se a terra fosse pouco para tanta graça
E tanta leveza pertencesse melhor ao ar

Partiu como numa rápida dança
Quando o calor do palco ainda existe
Mas os corpos não
Abandonaram os olhos
E nos transformaram em sentimentos
Enquanto as luzes também se vão

Num mundo agora com pouca cor
A música de longe
Indica que a dança continua
Assim como a graça e o vôo
E anjos e estrelas acompanham os passos
Da borboleta que só agora voou

(foto: Gabi Zonari)

segunda-feira, 26 de março de 2012

metade esquecida


Respiro sua ausência

Sinto daqui a perda

A partida

Meu coração pressente

A queda

E o ar me falta

Devagar


Mereço a ida

Sua ida

Minha perda

Como quem a planeja

Quem a deseja

Mas como desejar

A dor

Sabendo que com você

Perco a melhor parte de mim

A parte que acredita

O lado que deseja

A metade que sonha


Desisto do sonho

Me canso do peso

Me entrego ao sono

À morte

Interrompo a própria corrente

Minha porção inteira

Meu coração esquecido

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Duplas solta


Queria que esta fosse uma observação sua: as minhas pintas duplas. Uma sempre ligada à outra por uma linha, imaginária. Retas entre dois pontos. Meus pontos. Vários pontos. Minhas pintas que, se bem observadas, demonstram esse padrão. Característica peculiar, sutil, besta até, se eu não tivesse me atentado para ela. E dai, ela passa a ser uma não percepção sua. Mania de implicar? Talvez. Talvez seja apenas minha vontade de que você, logo você, seja capaz de perceber a parte menos óbvia de mim.

Voltando aos pontos, ou melhor, às pintas, gosto desse jogo que elas fazem pelo meu corpo. Pequenas, e as vezes grandes, duplas espalhadas e ligadas entre si. Eu as enxergo assim - tão nítidas quanto as Três Marias, esse infinito cósmico - conectadas. Mesmo que ninguém mais veja. Mesmo que você nem ache graça. Um charme incompreendido. Abandonado injustamente.

Faço jogos para conectá-las. E sei que esse é um padrão que eu decifrei. Ainda que algumas apareçam soltas, tenho certeza que fui eu que ainda soube localizar seu par.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Paz de horizonte


Tentaria te contar histórias

Ou fazer com que seu corpo me aceitasse

Mas vejo o amor sem cor

E perco a coragem do ato

A força se esvai

O coração se esquiva

Deixo de lado minhas tentativas

Pelo medo do imaginado

Desisto de mostrar mais

E acabo ficando com menos


Excesso, ausências

Qual a dose certa do amor?


Talvez a angústia seja outra

E sua natureza venha de outro lugar

Independente da sua origem

Preciso aprender a niná-la

Para que assim ela sossegue

E nos deixe em paz