segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Passos de borboleta
segunda-feira, 26 de março de 2012
metade esquecida
Respiro sua ausência
Sinto daqui a perda
A partida
Meu coração pressente
A queda
E o ar me falta
Devagar
Mereço a ida
Sua ida
Minha perda
Como quem a planeja
Quem a deseja
Mas como desejar
A dor
Sabendo que com você
Perco a melhor parte de mim
A parte que acredita
O lado que deseja
A metade que sonha
Desisto do sonho
Me canso do peso
Me entrego ao sono
À morte
Interrompo a própria corrente
Minha porção inteira
Meu coração esquecido
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Duplas solta

Queria que esta fosse uma observação sua: as minhas pintas duplas. Uma sempre ligada à outra por uma linha, imaginária. Retas entre dois pontos. Meus pontos. Vários pontos. Minhas pintas que, se bem observadas, demonstram esse padrão. Característica peculiar, sutil, besta até, se eu não tivesse me atentado para ela. E dai, ela passa a ser uma não percepção sua. Mania de implicar? Talvez. Talvez seja apenas minha vontade de que você, logo você, seja capaz de perceber a parte menos óbvia de mim.
Voltando aos pontos, ou melhor, às pintas, gosto desse jogo que elas fazem pelo meu corpo. Pequenas, e as vezes grandes, duplas espalhadas e ligadas entre si. Eu as enxergo assim - tão nítidas quanto as Três Marias, esse infinito cósmico - conectadas. Mesmo que ninguém mais veja. Mesmo que você nem ache graça. Um charme incompreendido. Abandonado injustamente.
Faço jogos para conectá-las. E sei que esse é um padrão que eu decifrei. Ainda que algumas apareçam soltas, tenho certeza que fui eu que ainda soube localizar seu par.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Paz de horizonte

Tentaria te contar histórias
Ou fazer com que seu corpo me aceitasse
Mas vejo o amor sem cor
E perco a coragem do ato
A força se esvai
O coração se esquiva
Deixo de lado minhas tentativas
Pelo medo do imaginado
Desisto de mostrar mais
E acabo ficando com menos
Excesso, ausências
Qual a dose certa do amor?
Talvez a angústia seja outra
E sua natureza venha de outro lugar
Independente da sua origem
Preciso aprender a niná-la
Para que assim ela sossegue
E nos deixe em paz
quinta-feira, 9 de junho de 2011
ai, ai, o Lobão

Sempre tive uma forte identificação com letras de música. Aliás, quanto mais sofrida, mas a música me agradava... estranho assim.
Mas não nada que diga mais do meu momento atual do que os seguintes trechos musicais:
"Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
...
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for..."
Como faz???
domingo, 5 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
urgência

Sinto urgência de você.
Do seu calor.
Da sua pele.
Da sua respiração na minha nuca.
Te espero ao final de cada dia. E no começo de cada manhã.
Desejo que você me deseje.
E que esse desejo seja nossa solução.
Espero que sua dúvida não seja covardia.
E que seu coração seja mais belo que suas ideias.
Que o forte seja realmente forte, quando assim lhe for exigido.
E que essa força me transforme.

