segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

200 888


Vim neste mundo
Pra me desorientar
Pra confundir
Misturar o quente
E o frio
O escuro
E o claro
O certo
E o errado

Vim neste mundo
Para me equilibrar
em meu descompasso
E me encontrar
em meus esconderijos
Não me achar
em minhas lembranças
E me perder
Em minha imaginação

Vim neste mundo
E fui marcada
Por borrões
E traços incompletos
Sonhos que não se reconhecem
sonhos
Amores que se machucam
e que se perdem
Pensamentos
que não se completam

Não sei porquê
vim neste mundo
Às vezes
nem sei se gosto dele
Mas é neste mundo
em que piso e vôo
Bebo e como
Me alegro e
me machuco

É nele que estão
meus amores
meus prazeres
meus suplícios
E para eles
vim neste mundo

Nos outros mundos
para os quais fui
Sozinha ou acompanhada
Também vivo e morro
Mas é só neste
em que me transformo



PARA OS QUE EU AMO MUITO
E PARA OS QUE EU AMO AINDA MAIS
...
INFINITOS 2008s.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sobre pontes e noites


Essa vida
Que é ponte
E escudo
É também palco
Da maior hesitação

E das dúvidas
Que se apresentam
E das chances
Que se entrelaçam
Surgem reflexos
E surgimos nós

Pensei em tanta coisa
agora
Que minha cabeça
Se turvou
E se fez branca
Pálida e fria

E em seu torpor
De não se lembrar
Esqueceu-se de
esquecer
Para rever a vida
Suas certezas
E os tons do entardecer

Vida breve


O que significa, de fato, morrer? Deixar este mundo, chegar num novo? A impossibilidade de ver as pessoas queridas? Para quem? Será que quem parte não consegue de certa forma ver, ouvir e acompanhar quem fica?
Será que quem fica não retém na memória a essência de quem foi, fazendo, assim, com que a imortalidade acompanhe todos aqueles que já foram amados?

Muito estranha essa vida. Como tudo acontece e a forma como as coisas acontecem.

Vi um filme neste final de semana em que uma menina tem uma quase-overdose de heroína e depois de alguns segundos de desespero dos que não estavam "viajando" ela acorda, volta, renasce(?) dizendo: "it was beautiful".
Será que é essa a sensação de quem vai? Uma paz, uma tranqüilidade, uma sensação de flutuação de quem deixa o corpo e liberta a alma? Se for isso, deve ser bom.

Mas e depois? E os que morrem em vida, aqueles que exilamos por gosto, vontade ou total falta de opção dos nossos dias e de nossas vidas. Por que escolhemos caminhos tão confusos assim? Por que sofremos com a ausência de alguém que está ai, do lado, morando tão perto mas mais inatingível do que os números da mega sena?

Hoje tenho uma tristeza e uma certa raiva. Tristeza por uma pessoa muito querida que partiu, que realmente está impossibilitada - fisicamente - de participar dos acontecimentos mundanos (às vezes tão cansativos) e que vai deixar saudades. Que mesmo longe, mesmo distante da minha realidade, foi uma figura importante da minha infância, uma tia muito querida e que me enchia de alegria a cada encontro (com a equivoca, porém gratificante, comparação com a linda Ingrid Bergman - literalmente, um luxo!).

E uma raiva que não gosto de sentir, mas que é mais forte do que minha capacidade de racionalizar situações. Só tenho uma observação a respeito: não precisava!

Dia triste, enfim.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Sending out an S.O.S


I hope that someone gets my
Message in a bottle, yeah


Final de semana muito especial.
Eventos e datas únicas!!!

Obs. mudança do fundo em homenagem à participação de Lu Hermana Geller, conforme prometido vários posts atrás.
E viva o nove. (Lu, você não faz idéia de como esse seu comentário fez sentido para mim!! Coisa de irmã! rs)